Premium O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.

Não faltam em Portugal sinais de propensão ao populismo de base territorial às mais variadas escalas. É o norte contra o sul. É o interior contra o litoral. São os arquipélagos contra o continente. É o Porto contra Lisboa. São as cidades médias contra as metrópoles de Lisboa e Porto. É Guimarães contra Braga, Viseu contra Coimbra e várias outras cidades médias contra outras urbes de dimensão semelhante. São os subúrbios contra o centro das cidades. São as zonas rurais contra as zonas urbanas nos municípios do interior. São, enfim, grande parte dos municípios contra os outros, ou os bairros e as freguesias contra os vizinhos do lado.

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Bolas de aço, berlindes, fisgas e ácido. Jovens lançaram o caos na Catalunha

Eram jovens, alguns quase adultos, outros mais adolescentes, deixaram a Catalunha em estado de sítio. Segundo a polícia, atuaram organizadamente e estavam bem treinados. José Manuel Anes, especialista português em segurança e criminalidade, acredita que pertenciam aos grupos anarquistas que têm como causa "a destruição e o caos" e não a luta independentista.