Exclusivo O imenso império da rainha abelha

Com os quatro Grammys arrecadados nesta semana, Beyoncé tornou-se a mulher que mais vezes venceu o maior prémio da indústria musical. Com uma carreira dividida entre a música, o cinema, a filantropia e as causas sociais, a cantora americana é, aos 39 anos, o epítome da superestrela.

Já se passaram 13 anos, desde aquele encontro com Beyoncé, num luxuoso hotel de Londres, quando o seu pai, Matthew Knowles, serviu como mestre-de-cerimónias à imprensa mundial, durante a apresentação de I Am... Sasha Fierce, o álbum que, nesse cada vez mais distante ano de 2008, iniciaria a transformação de uma estrela pop como tantas outras num ícone cultural e identitário. Com um programa cronometrado ao segundo (no dia seguinte tinha de regressar aos Estados Unidos para outra ação de promoção), a manhã estava reservada para a audição do disco, apresentado, faixa a faixa, pelo pai e então agente da cantora, que chegou a vender a casa para investir na carreira da filha. "Ela adora isto, está a viver um sonho de criança", respondeu então, quando questionado sobre a apertada agenda da cantora.

Apesar de já na altura ser uma das maiores estrelas pop mundiais, seria quase com um sorriso condescendente que recordaríamos este momento, não fosse dar-se o caso de o trabalho em questão, o terceiro de originais de Beyoncé, significar uma espécie de fronteira na carreira da cantora texana, que com ele marcou também um antes e um depois na própria indústria musical, permitindo às artistas, especialmente a elas, pegarem em definitivo nas rédeas das suas próprias carreiras, como tão bem ficou patente na cerimónia dos Grammys deste ano, realizada no Convention Center de Los Angeles, na qual as mulheres estiveram em destaque.

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