Premium Novo disco dos Pop Dell'Arte tem Camões e Victor Jara, e João Peste canta Catulo em grego

Os Pop Dell'Arte editam hoje o single Sem Nome, antecipando assim o entretanto adiado novo álbum Transgressio Global, que o DN já ouviu e sobre qual falou com o vocalista João Peste, numa longa conversa telefónica que foi muito além da música.

"Walk alone in an empty street, walk alone in a silent city", ouve-se a dada altura, de forma quase profética, em Panoptical Architecture for Empty Streets in a Silent City, uma das canções que compõem Transgressio Global, o primeiro álbum em dez anos dos Pop Dell Arte, cuja edição foi novamente adiada, tal como os concertos de apresentação, devido à pandemia do covid-19. Em contrapartida, será hoje lançado o singleSem Nome, uma das canções mais políticas do disco, que tem como tema central um "amplo conceito da transgressão", conforme explicou ao DN o vocalista da banda, João Peste.

Ao todo, são mais de 80 minutos de música, naquele que também é o mais extenso disco da já longa carreira dos Pop Dell'Arte - iniciada em meados dos anos 80. O novo álbum do grupo composto por João Peste, Paulo Monteiro, Zé Pedro Moura e Ricardo Martins, o novo baterista, é composto por 22 gravações inéditas, entre elas a primeira versão alguma vez gravada pelos Pop Dell'Arte, neste caso do clássico El Derecho de Vivir en Paz, do chileno Victor Jara. Também pela primeira vez, existem temas construídos a partir de poemas de outros autores, neste caso de Luís Vaz de Camões, do poeta romano Gaio Valério Catulo e de um autor anacreôntico desconhecido, que João Peste canta no grego antigo original.

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