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Na Palestina, a 20 km do mar, sem nunca o ter visto

Ainda que a menos de 20 quilómetros de distância, só 9% dos palestinianos da Cisjordânia viram alguma vez o Mediterrâneo. Histórias de uma obsessão marítima - e de como ela explica o conflito com Israel

Muro atrás de muro atrás de muro atrás de muro. As oficinas da prisão de Jericó são capazes de ser o lugar mais fortificado que existe na Cisjordânia. Quem vem de Israel precisa de atravessar o grande paredão de cimento que separa o país da Palestina, sim, mas mesmo quem mora naqueles territórios tem de passar vários checkpoints militares até conseguir entrar na cidade.

A cadeia fica logo à entrada, numa estrada coberta de areia - atrás de um novo muro e de uma nova vedação. Depois há portas com grades, umas atrás das outras, até se desaguar numa sala vigiada por dois guardas e três câmaras, onde meia dúzia de homens trabalham de manhã à noite. Na sala de marcenaria de uma cadeia palestiniana, um grupo de prisioneiros esculpe cadeiras, janelas e todo um mundo de alternativas.

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Betinho

"NBA? Havia campos que tinham baldes para os jogadores vomitarem"

Nasceu em Cabo Verde (a 2 de maio de 1985), país que deixou aos 16 anos para jogar basquetebol no Barreirense. O talento levou-o até bem perto da NBA, mas foi em Espanha, Andorra e Itália que fez carreira antes de regressar ao Benfica para "festejar no fim". Internacional português desde os Sub-20, disse adeus há seleção há apenas uns meses, para se concentrar na carreira. Tem 34 anos e quer jogar mais três ou quatro ao mais alto nível.