Premium A morte da privacidade

Se continua a existir algo a que podemos chamar "cinema político", o filme O Candidato Principal constitui um exemplo modelar das suas virtudes. Infelizmente, chegou aos ecrãs televisivos sem ter passado pelas salas.

De John Ford a Clint Eastwood, passando por Elia Kazan, Otto Preminger ou Sam Peckinpah, o cinema de Hollywood sempre foi visceralmente político. Entenda-se: não porque reflita "um" ponto de vista político, antes porque a sua riqueza narrativa espelha uma pluralidade que, de uma maneira ou de outra, nos remete para importantes clivagens políticas e sociais.

A evolução dos mercados cinematográficos, marcada pelo domínio dos chamados blockbusters, tem favorecido uma crescente indiferença a essa pluralidade. Não se trata, entenda-se, de demonizar os blockbusters (nem, como é óbvio, de os santificar). Trata-se tão-só de reconhecer que, por vezes, as regras dominantes no mercado tendem a marginalizar alguns dos melhores e mais sofisticados produtos gerados pelo cinema dos EUA.

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