Exclusivo Concurso para obras no Conservatório continua sem candidatos

O primeiro concurso para as obras na escola do Bairro Alto não teve candidatos e o segundo termina já dentro de dez dias - e também ainda não tem. Instalações emprestadas, na Secundária Marquês de Pombal, têm condições de som e espaços insuficientes.

Aluna do 2.º ano do Curso Integrado de Canto, na Escola de Música do Conservatório Nacional, Margarida Mercês, faz parte dos mais de mil estudantes, internos e do ensino supletivo, que no final destas férias de verão viram a sua "casa" transferir-se temporariamente do Bairro Alto para a Secundária Marquês de Pombal, em Belém. Uma mudança que, diz a cantora de 19 anos, presidente da associação de estudantes, está a ser difícil de gerir para todos, e que é agravada pela incerteza em torno do arranque das prometidas obras na escola original, que tardam em tornar-se realidade.

A falta de condições de isolamento acústico adequadas para este tipo de ensino é neste momento a queixa número um dos estudantes. "O que eu vejo, e o que a maioria dos alunos vê, é que estamos a estudar numa sala, ou a ter aulas, e a ouvir a maior parte das coisas que se passam nas outras salas, nomeadamente os instrumentos que fazem mais barulho, como a percussão", conta. "No conservatório tínhamos um piso só dedicado à percussão, o que facilitava. Agora temos a percussão no meio dos pavilhões. Os próprios percussionistas não conseguem trabalhar bem porque estão a ouvir-se uns aos outros", lamenta, dando o próprio exemplo para ilustrar o impacto que a situação tem nos restantes estudantes: "Eu sou cantora. Estou a cantar e a ouvir todos os outros barulhos. E isso não permite que oiça as coisas mínimas que podem até prejudicar a minha voz", desabafa.

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