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Ensino Superior

Lisboa vai ter mais 186 camas já neste ano. Porto não vai ter nenhuma

Alojamento universitário continua a ser um problema com escassas soluções, um pouco por todo o país. Lisboa abre neste ano uma nova residência com cerca de duas centenas de camas, mas para já o Porto não entra nas contas do plano nacional. E há outros desafios para o próximo ano no ensino superior.

As vagas para este ano foram divulgadas, as candidaturas à primeira fase de acesso ao ensino superior já iniciaram e os próximos tempos avizinham-se caóticos quer em Lisboa quer no Porto, as duas cidades onde mais estudantes universitários se matriculam todos os anos. Milhares procuram anualmente quarto para arrendar, uma tarefa que tende a ser complicada, face à escassez de oportunidades em residências universitárias e aos elevados preços praticados nos alugueres. O ano letivo 2019-2020 arranca com boas notícias para a capital, mas não para o Porto.

Em Lisboa, onde atualmente há cerca de duas mil camas para estudantes universitários, a reitoria anunciou que serão disponibilizadas mais 186 já neste ano letivo, por consequência da abertura da nova Residência Universitária da Ajuda - que, numa segunda fase, prevê o alargamento para um total de 300 camas. Um número ainda assim baixo para responder às necessidades dos quase 30 mil deslocados que afluem à capital, uma vez que apenas 9,2% têm lugar em residências públicas, segundo um diagnóstico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).

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