Premium "Forças militares de Portugal na República Centro-Africana fazem a diferença no terreno"

Entrevista a Mankeur Ndiaye, representante da ONU na República Centro-Africana, que veio a Lisboa dizer que confia que o processo de paz vai no bom caminho e que eleições agendadas para dezembro irão realizar-se. Em conversa com o DN, elogiou a bravura dos militares portugueses.

A força de intervenção rápida constituída por 180 militares portugueses é cada vez mais reconhecida como essencial ao processo de paz na República Centro-Africana e isso mesmo foi reafirmado pelo diplomata senegalês Mankeur Ndiaye, atual enviado especial das Nações Unidas para aquele país em conflito desde 2013. De visita a Lisboa, Ndiaye fez uma palestra no Instituto de Defesa Nacional e reuniu-se no forte de São Julião da Barra com os ministros da Defesa, João Gomes Cravinho, e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva. A questão do apoio aéreo às tropas portuguesas terá sido um dos temas abordados, já que até agora era assegurado no âmbito da MINUSCA por helicópteros senegaleses, mas estes deixaram de estar disponíveis.

Qual é exatamente a situação político-militar na República Centro-Africana neste momento e até que ponto existem ameaças à realização das eleições previstas para final do ano?
A situação política na República Centro-Africana tem vindo a melhorar. Isso é evidente desde a assinatura do acordo de paz de fevereiro de 2019. Existe hoje uma forte vida política na República Centro-Africana, muito ativa, muito dinâmica, sobretudo na perspetiva das eleições de dezembro de 2020. E isso comprova-se até pelo regresso de dois antigos presidentes da República, François Bozizé, que dirigiu o país durante uma década, e Michel Djotodia, que acaba também de voltar. Esperemos agora que tanto um como o outro possam contribuir para consolidar os progressos alcançados no último ano no âmbito do acordo de paz e não, pelo contrário, levarem a cabo ações de destabilização da República Centro-Africana. Isso não seria aceitável.

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