Premium Lisboa. A história do jogo que ficou gravada nas pedras

Na cidade existem cerca de meia centena de tabuleiros de jogo gravados na pedra, vestígios da vida quotidiana, de como os lisboetas ocupavam os seus tempos livres em jogos lúdicos que atravessaram os séculos.

No Largo do Menino Deus, paredes-meias com o Castelo de São Jorge, levanta-se a imponente fachada da igreja com o mesmo nome, mandada construir no início do século XVIII por D. João V para cumprir um voto pelo nascimento do herdeiro. Monumento nacional há mais de cem anos, é um legado deixado à história - aquela que conta os feitos dos reis, que leva o nome de arquitetos famosos, que mostra a obra feita para a posteridade. Mas na escadaria da igreja, debaixo dos pés de quem passa, quase impercetível ao olhar, esconde-se outra história, sem éditos reais nem protagonistas famosos - a da vida quotidiana da cidade e das marcas que nela deixaram muitas gerações de lisboetas anónimos.

É preciso saber que está ali e fixar o olhar na pedra para descortinar as linhas quadriculadas que definem o alquerque de doze, um jogo que ao longo de séculos foi jogado nas ruas não só da capital, mas de todo o país. Dos cerca de 50 exemplares de jogos lúdicos até agora descobertos em Lisboa, inscritos na pedra em locais tão diferentes como a Sé, o Cais das Colunas ou o Jardim das Necessidades, a maioria é precisamente este alquerque de doze, o que deixa antever que seria um dos jogos mais populares a ocupar as horas vagas dos lisboetas.

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