Premium Pegasus. A arma cibernética israelita que toma conta do telemóvel e já foi usada contra jornalistas

O presidente do parlamento regional da Catalunha foi uma das mais recentes vítimas conhecidas de um sistema que já vigiou pelo menos 1400 personalidades. Desenvolvido (e exportado) como arma antiterrorista, é um sistema capaz de tomar conta do smartphone de um indivíduo e até "sacar" os seus dados na nuvem sem ele dar por nada.

O nome do mítico cavalo alado branco não terá sido por acaso. Pegasus, o sistema de ciberespionagem da empresa israelita NSO que esta semana voltou a ser notícia por ter sido utilizado para espiar responsáveis políticos europeus, é capaz de chegar onde os seus congéneres não conseguem: voa tão velozmente pelo ciberespaço que é difícil de detetar e, pelo caminho, apanha até o que está nas "nuvens".

Produto do NSO Group, startup formada há dez anos, em Herzliya, perto de Telavive, por três ex-membros dos serviços de espionagem israelita, Niv Carmi, Omri Lavie e Shalev Hulio, o sistema informático na base do Pegasus é formalmente classificado como um serviço de cibervigilância com fins de segurança. Graças a uma autorização de exportação do Ministério da Defesa do Governo de Israel, este sistema é liceniado exclusivamente a entidades governamentais e não a empresas privadas.

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