Exclusivo Elogio das paisagens

Em Uma Vida Escondida, Terrence Malick filma a personagem de um objetor de consciência que recusou integrar o exército nazi. Subitamente, o cinema recorda-nos que a paisagem não é uma curiosidade turística, mas um valor humano.

Uma velha regra de trabalho na aproximação crítica dos filmes aconselha a que não confundamos o cinema com a "repetição" de outras linguagens. Exemplo clássico, entre todos: os cenários naturais "muito bonitos" não fazem um filme... Ou dito de modo mais rigoroso: criar imagens para um filme não se reduz a uma banal "imitação" dos valores e composições de obras da pintura, sejam elas quais forem.

É verdade que a história do cinema inclui alguns filmes emblemáticos que nascem, justamente, da relação das imagens cinematográficas com os universos da pintura. Para nos ficarmos por um exemplo sublime, recordo o Van Gogh (1991), de Maurice Pialat, com Jacques Dutronc no papel do pintor. Em todo o caso, o essencial passa, aí, pelo labor, ora transparente ora indecifrável, dos gestos e pensamentos que definem um pintor.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG