Premium OE2020. Começou o braço-de-ferro entre o governo e a esquerda

Partidos de esquerda criticam Orçamento que rompe com os antecessores da geringonça. PSD diz que o executivo já "não disfarça o aumento da carga fiscal".

António Costa disse ontem não ver "nenhuma razão para que as forças políticas que aprovaram os quatro últimos Orçamentos não aprovem" agora as contas públicas para 2020, mas os partidos da esquerda não concordam com a visão do primeiro-ministro e enumeraram ontem um conjunto de "insuficiências" e "limitações" que afastam o OE 2020 dos seus antecessores do tempo da geringonça.

Quer o Bloco de Esquerda quer o PCP foram claros a afirmá-lo: o documento entregue por Mário Centeno na Assembleia da República acentua os defeitos e não herda as qualidades dos Orçamentos passados. "Um Orçamento que é feito a pensar unicamente no excedente, um Orçamento que é desenhado pela obsessão do PS com o excedente orçamental, é um Orçamento que só pode ser de recuo face ao caminho que fizemos nos últimos quatro anos", avisou Mariana Mortágua.Esta proposta "não prossegue, e em alguns casos trava mesmo, o necessário ritmo dos avanços necessários para dar resposta aos problemas mais imediatos do povo e do país", sublinhou, por seu turno, João Oliveira.

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