Premium Maureen O'Hara: a rainha do Technicolor nasceu há 100 anos e filmou em Lisboa 

Tinha os lábios vermelhos mais vistosos de Hollywood e a sua imagem forte eternizou-se ao lado de John Wayne. Maureen O'Hara, a memória da atriz no seu centenário.

Lembra-se da cena do E.T. - O Extraterrestre de Steven Spielberg em que o pequeno Elliot beija a rapariga mais gira da turma no meio de uma revolução de rãs, na aula de ciências? Ao mesmo tempo o E.T., em casa, assiste na televisão à outra icónica cena do beijo de John Wayne e Maureen O'Hara por entre um vendaval, no filme O Homem Tranquilo. A evocação desta encantadora referência de Spielberg leva-nos, sem desvios, à beleza irredutível da própria atriz, O'Hara, que faria 100 anos. A força da natureza que a definiu ficou registada por John Ford nesse mágico momento: um beijo impetuoso seguido de uma bofetada dela no rosto de Wayne, sem que o romantismo de tudo isto se perca por um segundo.

"Eu era dura. Era alta. Era forte. Não aceitava qualquer disparate de ninguém. Ele era duro, alto, forte e não aceitava disparates de ninguém. Como homem e ser humano, eu adorava-o." As palavras de O'Hara sobre Wayne, o seu companheiro de grande ecrã numa mão-cheia de filmes - entre eles, Rio Grande (1950) e A Águia Voa ao Sol (1957), ambos de Ford - podem cair mal perante as vozes que recentemente se levantaram contra a personalidade do Duke, na questão polémica do nome do Aeroporto John Wayne. Mas é mesmo assim: a amizade entre os dois foi uma inegável página feliz da crónica novelesca de Hollywood.

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