Ter um filho com recurso a doações é quase impossível no SNS
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Ter um filho com recurso a doações é quase impossível no SNS

Já havia poucos dadores, mas com a decisão do Tribunal Constitucional de acabar com o anonimato quase deixaram de existir. O banco público de gâmetas não tem resposta para os pedidos. A única solução é recorrer ao privado.

O banco público de gâmetas existe desde 2011, mas há poucas doações e a lista de espera é de dois anos para os espermatozoides e de três anos para os óvulos. Até 2017, os tratamentos apenas se faziam no Centro de Procriação Medicamente Assistida (PMA) do Centro Hospitalar do Porto. Foram alargados a todo o continente, mas a maioria dos pedidos ficam sem resposta. Resultado: nasceram 145 crianças em oito anos, uma média de 18 por ano. Além disso, há seis pessoas grávidas neste momento. Para se ter termo de comparação, refira-se que só em 2017, no privado, nasceram três vezes e meia mais crianças.

Mas mesmo quem não necessita de doações e usa os seus próprios gâmetas tem queixas do serviço público: o processo é lento, o limite de idade é aos 40 anos e só são permitidos três tratamentos. Limitações que não há no privado, mas onde é preciso pagar mais de seis mil euros por cada tratamento.

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