Bruno Fernandes vs. Pizzi e os outros duelos e estatísticas que lançam o dérbi

Os dados estatísticos mostram que o Benfica apresenta-se no dérbi desta sexta-feira com melhores registos do que o Sporting, sobretudo em termos ofensivos. Mas um dérbi é sempre imprevisível, independentemente dos indicadores ou da diferença pontual.

Um dérbi entre Sporting e Benfica é sempre imprevisível, mesmo que a diferença pontual seja tão acentuada como os 16 pontos que se registam neste momento a favor dos encarnados. Essa distância é em muito explicada pelos dados estatísticos relativos às 16 jornadas já disputadas na I Liga, onde a equipa de Bruno Lage aparece com melhores indicadores, sobretudo em termos ofensivos (ver quadro no final).

De acordo com os dados do GoalPoint, o Benfica apresenta-se em Alvalade como uma equipa mais rematadora, dado que é acentuado sobretudo na percentagem de remates enquadrados com as balizas adversárias, item no qual apresenta 33,6% contra os 29,8% dos leões. Este facto tem depois tradução na percentagem de remates que resultaram em golo, com os benfiquistas a apresentarem 14,8% de eficácia contra os 11,3% dos sportinguistas. Daí se explique que os comandados de Lage tenham marcado 40 golos, contra 28 da equipa de Jorge Silas.

A diferença entre a produção ofensiva dos dois rivais é marcada sobretudo pelos lances de bola corrida, através dos quais o clube da Luz fez 33 golos, contra 22 do adversário. Mas atenção que o Sporting apresenta uma maior capacidade de traduzir em golos as oportunidades flagrantes que cria, contabilizando 48,3% de eficácia contra 40,9% do rival.

No que diz respeito aos dados relativos à capacidade de passe das duas equipas, o Benfica leva a melhor em termos globais, pois é a equipa que mais passes faz, embora a percentagem de acerto seja idêntica (83%) entre os adversários desta sexta-feira. O único capítulo em que os leões levam uma larga vantagem é nos passes de rutura, graças a Bruno Fernandes, que lidera de forma destacada este ranking na Liga.

No capítulo defensivo, a diferença traduzida nos números tem muito que ver com a forma das duas equipas jogarem, pois o Benfica destaca-se pela maneira como antecipa o jogo do adversário, razão pela qual tem um maior número de interceções (182-125) e recuperações da posse de bola (939-813), enquanto o Sporting leva vantagem nos alívios defensivos (259-186). Por outro lado, os encarnados permitem menos 41 remates aos adversários do que os leões.

Equilíbrio entre Bruno Fernandes e Pizzi

A diferença entre o rendimento entre jogadores dos dois rivais é também acentuada, exceção feita ao duelo entre Bruno Fernandes e Pizzi, claramente os futebolistas mais influentes que vão estar no relvado de Alvalade, os dois patrões. É pelo menos isso que diz a estatística, que mostra que o capitão leonino tem uma avaliação de 7.17, enquanto o jogador benfiquista atinge os 7.13... um empate técnico.

É certo que Pizzi contabiliza menos minutos, mas mais quatro golos e mais uma assistência do que Bruno Fernandes. Contudo, o sportinguista contabiliza uma média de remates por jogo muito superior, com 3,6, contra os 2,7 por parte do benfiquista, que no entanto enquadra mais os seus remates à baliza, alcançando os 55%, contra os 43% do número 8 leonino.

A influência de Bruno Fernandes na sua equipa é tal que é o jogador com mais passes para finalização por jogo (3,7), sofre mais faltas (2,5), mas também colabora mais no processo defensivo (4,3 ações defensivas por 90 minutos) do que o companheiro de seleção. Os dois jogadores apresentam no entanto números semelhantes na eficácia de drible.

Neste dérbi, os olhos vão estar focados nestes dois jogadores, pois muito daquilo que será o rendimento das duas equipas irá passar por eles, embora seja notório que a influência/dependência do Sporting em relação a Bruno Fernandes seja muito superior à preponderância de Pizzi na equipa de Bruno Lage, embora o benfiquista seja o jogador com mais assistências (oito) e golos (12) da Liga.

Mathieu com mais alívios e Rúben Dias mais goleador

As duas pedras fundamentais no eixo da defesa dos dois rivais são Jérémy Mathieu e Rúben Dias, com o benfiquista a levar ligeira vantagem na avaliação do GoalPoint, chegando aos 5.99, contra os 5.76 do internacional francês.

Mathieu mostra uma maior preponderância defensiva no número de alívios por jogo (4,4), mas regista-se um equilíbrio na eficácia de passe no meio-campo defensivo, nos desarmes e nos duelos aéreos defensivos. No entanto, Rúben Dias tem tido melhor aproveitamento ofensivo por ter marcado dois golos, contra nenhum do francês, que contabiliza uma assistência para golo.

Acuña melhor a defender e Grimaldo mais ofensivo

Curiosamente, os defesas-esquerdos de Sporting e Benfica têm grande importância no jogo das suas equipas. Marcos Acuña marcou inclusive o golo dos leões na derrota caseira com o FC Porto, contabilizando já dois remates certeiros, enquanto Grimaldo ainda não marcou mas leva seis assistências, sendo o quarto melhor da I Liga neste aspecto do jogo.

O espanhol tem uma avaliação GoalPoint de 6.27, ligeiramente superior aos 6.00 do argentino. Grimaldo destaca-se do rival nos aspctos ofensivos, como nos 25% de eficácia nos cruzamentos, no maior número de remates de fora da área por jogo (0,9), nos passes para finalizações (2,3) e na eficácia dos dribles (1,5). Já Acuña tem sido superior nos desarmes (2,8 por jogo) e nas interceções (1,1).

Carlos Vinícius mais forte do que Luiz Phellype

A maior diferença entre os jogadores analisados é no ponta-de-lança, onde Carlos Vinícius atinge uma avaliação GoalPoint de 7.59 contra os 5.42 de Luiz Phellype. As diferenças começam logo na participação em golos, em que o benfiquista contabiliza dez marcados e três assistências, contra seis remates certeiros e um passe para golo do sportinguista. No entanto, Vinícius tem menos 290 minutos jogados.

Nos dados estatísticos apresentados, Luiz Phellype apenas se superioriza na percentagem de ocasiões flagrantes convertidas, chegando aos 71% contra os 57% do brasileiro do Benfica, que tem mais remates por jogo, maior percentagem de remates enquadrados na área, mais passes para finalização e dribles eficazes. Abissal é a diferença nos duelos aéreos ofensivos ganhos, pois Carlos Vinícius vence 67% desses lances, enquanto Luiz Phellype apenas ganha 29%.

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