Premium Reforma aos 60 anos e mudanças nos salários. As razões dos protestos dos bombeiros

Governo aprovou em outubro de 2018 dois diplomas que mudam regras da reforma e índices remuneratórios dos bombeiros sapadores. É contra essas mudanças que protestaram na segunda-feira junto ao Ministério do Trabalho e hoje entregam documento no Conselho de Ministros.

Os bombeiros profissionais vão manifestar-se nesta quinta-feira junto ao Conselho de Ministros em protesto contra os decretos-leis aprovados pelo governo em outubro do ano passado que criaram as carreiras especiais de sapador bombeiro e de oficial sapador bombeiro, estabelecendo novas regras no que diz respeitos à sua reforma. Governo quer que passem a reformar-se aos 60 anos quando atualmente é aos 50. No entanto, nem todas as entidades que representam estes profissionais vão estar hoje unidas.

O que está em causa na manifestação desta tarde junto do Conselho de Ministros?

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

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Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.