Premium Cortiça em vez de plástico para combater o desperdício alimentar

Portugal tem mais de 700 mil hectares de floresta de sobreiro, a maior do mundo, e é o maior produtor mundial de cortiça (100 mil toneladas/ano). A maior parte serve para rolhas, o produto mais exportado. Mas o que acontece com o desperdício?

Investigadores do Centro de Investigação de Materiais (Cenimat), da Universidade Nova de Lisboa (FCT-Nova), estão a estudar aplicações para o desperdício resultante da indústria corticeira. Neste laboratório, tenta-se aproveitar ao máximo a matéria-prima e combater as perdas. Entre muitas das pesquisas, há uma que envolve uma membrana biodegradável que num futuro próximo poderá vir a substituir os plásticos que envolvem os alimentos. Além de ecologicamente sustentável, pode ser uma solução para evitar que milhares de toneladas de alimentos sejam atirados para o lixo.

No Cenimat trabalha-se a cortiça em várias vertentes. Começando pela mais simples: a sua utilização como substrato para impressão de dispositivos eletrónicos. "Trabalhar o substrato desta matéria-prima é um desafio, sobretudo por ser pouco plano. É preciso preparar a superfície e depois otimizar as camadas, que são sobrepostas", afirma Luís Pereira, investigador e coordenador de vários projetos neste centro.

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