Exclusivo "Nunca a Colômbia teve ameaça tão grande à sua segurança como a que vem hoje da Venezuela"

Andrés Molano e Fernando Cepeda. Um académico que já trabalhou no governo e um diplomata veterano que foi ministro analisam as perspetivas da Colômbia, democracia saída de uma longa guerra civil e que celebra 200 anos. Estiveram em Lisboa para uma conferência no ISCTE-IUL promovida por Luís Fretes Carreras.

A Colômbia é uma exceção, com dois séculos de democracia, tantos como os de nação independente, na América Latina?
Fernando Cepeda: Sim. A Colômbia é um país muito diferente dos restantes da América Latina. Em muitos aspetos, desde a continuidade da democracia até à sua tradição jurídica, à sua tradição civilista, à sua tradição eleitoral, etc. Há diferenças muito notórias e isso é importante de reafirmar.

Essas características da Colômbia foram importantes para algo tão recente como o processo de paz com as FARC?
F.C.: Claro. Um observador externo pode ficar surpreendido que as próprias guerrilhas acabem por aceitar as ordens do poder judicial. As FARC, no final do processo, simplesmente disseram aceitar o que dizia a Constituição. É incrível. Isto quando se supunha que a sua rebeldia era contra o sistema.

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