Exclusivo "Quando exploras o que está dentro de ti, perguntas: o que é para mim a liberdade?"

O novo disco de Cristina Branco, Eva, resulta de uma rutura na sua vida pessoal. Foi para Copenhaga e repensou a sua vida. Foi assim que nasceu esta personagem, uma espécie de alter ego, uma mulher completamente livre, a que a cantora queria ser.

Quando vai ao Starbucks beber o café e lhe perguntam o nome para escrever no copo, ela é Eva. Quando envia um e-mail para um amigo, o e-mail é da Eva. No Facebook é Eva. Quando chama a Uber, o motorista olha para o nome no telefone e interroga perante a mulher parada na rua à espera do transporte: É a Eva? Ela responde que sim. É a Eva. Ainda que nós a conheçamos como Cristina Branco, a cantora.

"A Eva nasceu há mais ou menos 13 anos e não é uma personagem, é um alter ego, uma outra eu", explica. Nasceu num momento de rutura. "Normalmente, os momentos de rutura são aqueles em que é importante parar e repensar uma série de coisas, equacionar. Foi o que aconteceu em 2006. Então, eu perguntei a um amigo, que é diretor do Museu de Arte Moderna do Luisiana, perto de Copenhaga, na Dinamarca, se podia ir uns dias para lá, para uma casa que eles têm onde fazem residências artísticas. É um sítio maravilhoso, com um lago enorme e do outro lado está a Suécia. Fui para lá sozinha para fazer um reset. E comecei a escrever. Foi assim que surgiu a Eva, nessa conversa comigo, quase como uma forma de criar premissas para a Cristina que eu deveria ser. Aqueles compromissos que fazes contigo. Tenho de mudar isto, há coisas que não podem voltar a acontecer, esse tipo de coisas."

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