Premium A visita de quatro Papas ao país de Fátima

Paulo VI fez uma homilia que ficou na história, em plena Guerra Fria. João Paulo II vinha agradecer à Senhora de Fátima tê-lo salvado de um atentado e quase sofria outro. Bento XVI guardou o segredo por muitos anos e Francisco veio santificar os videntes no centenário. Foi por causa de Fátima que o país beneficiou de seis visitas papais.

O país que acolheu o Papa Francisco em 2017, para o centenário das aparições de Fátima, não é o mesmo que recebeu o Papa Paulo VI em maio de 1967. E não é apenas o tempo que separa a vinda dos dois (na verdade, dos quatro que já estiveram em Portugal), é também o modo. E é, sobretudo, a realidade social, embora por vezes nos fique a estranha sensação de que o tempo parou, observados os gestos que se repetem em cada celebração, em cada visita ao Santuário de Fátima. Afinal, é por causa da Cova da Iria e desse "milagre do sol" com 103 anos que os representantes máximos da Igreja tanto consideram este pequeno país.

Fez agora três anos, uma equipa do DN acompanhou todos os passos da primeira visita do Papa Francisco a Portugal. Céu Neves (que dividiu o avião com o Sumo Pontífice), Miguel Marujo, Maria João Caetano e eu, a partir de Fátima. Aquela não era mais uma peregrinação aniversária, era o centenário tão exaustivamente programado e esperado. Afinal, Francisco goza de uma popularidade ímpar na história da Igreja, é citado e admirado até pelos não crentes, mas que o admiram enquanto líder, pela maneira como ousa falar de todos os temas da atualidade, até nos que são habitualmente tabu para a própria Igreja.

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