Premium Lei do silêncio no PSD e no PS sobre suspeitas de corrupção nas autarquias

Três presidentes de câmara arguidos; outros três ex-presidentes também. Quase duas dezenas de autarquias foram alvo de buscas, só do PS e do PSD. O que dizem os partidos? Nada.

As notícias sobre investigações criminais envolvendo autarcas e suspeitas de corrupção vão sendo publicadas regularmente - mas nos últimos dias os esforços da Polícia Judiciária (PJ) e do Ministério Público parecem ter-se intensificado. Na quarta-feira, numa megaoperação, mais de 200 agentes da PJ fizeram buscas em 18 câmaras municipais do norte do país e noutros locais (50 buscas ao todo), na Operação Rota Final (suspeitas de relações promíscuas do poder local com uma empresa do setor dos transportes, a Transdev). Estão em causa suspeitas de corrupção. Dos cinco arguidos, três são ex-presidentes de câmara eleitos pelo PSD (Guarda, Lamego e Armamar).

Dias antes, tinha decorrido a Operação Teia. Desta vez, dos quatro arguidos, dois presidentes de câmara, mas estes do PS: Joaquim Couto (Santo Tirso) e Miguel Costa Gomes (Barcelos). O primeiro já renunciou ao mandato (e aos cargos que tinha no PS); o segundo recusa: embora em prisão domiciliária, Miguel Costa Gomes não suspende o mandato, muito menos renuncia. Nas reuniões do executivo municipal - a próxima está marcada para dia 17 - será substituído pela vice-presidente. Na Operação Teia está em investigação o suposto favorecimento de Joaquim Couto ao grupo de empresas da mulher, Manuela Couto (também arguida) e as influências que moveu nesse sentido junto de conhecidos seus.

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