Premium "Argentina quer ser um parceiro importante de Portugal na América Latina que fala espanhol"

Nomeado já depois da eleição do presidente Alberto Fernández, o embaixador argentino quer fazer reforçar as relações com Portugal sobretudo no campo da ciência e da cultura, fala da necessidade do país de mudar a natureza das exportações para ultrapassar a crise da covid e elogia o Papa Francisco como grande voz dos pobres.

Quais são as grandes mudanças na Argentina nos últimos meses, o que mudou com o novo presidente, Alberto Fernández?
A primeira grande mudança é que a Argentina tem um novo governo e enfrenta uma situação de default, que não foi provocado pelo governo de Alberto Fernández mas que vinha do famoso "reperfilamento" criado por Mauricio Macri na corrida contra o dólar a três ou quatro meses do fim do seu mandato. Aí começa todo o processo de default que, graças a Deus, acaba de terminar há dias.

A negociação com os credores internacionais correu bem?
Sim, sim. Creio que vai haver uma adesão superior a 80% ou 85% da parte dos credores pela qual se invalidam as últimas imposições dos últimos anos acerca da possibilidade dos holdouts, ou seja, no fundo ficam fora do acordo de recorrer aos tribunais. Antes, quando foi a grande negociação de 2005, essa disposição não existia. Hoje, todos os títulos da dívida soberana que se emitem trazem incluída uma cláusula que diz que se alcançar uma certa majoração num hipotético processo de refinanciamento ou de renegociação da dívida, ficam fechados todos os caminhos judiciais.

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