Premium A direita que se afastou nesta legislatura

Nesta legislatura, a direita votou ainda menos para o mesmo lado do que no passado. CDS e PSD não se entenderam e mantiveram a ideia de uma coligação cada vez mais longe. E com Rui Rio foi pior.

No final de 2015, alguns analistas e comentadores políticos, inclusive políticos de direita, previram a fusão da direita portuguesa ou pelo menos a formação de dois blocos partidários polarizados, um à esquerda e outro à direita. Isto devido também ao facto de, pela primeira vez desde 1980, um governo de coligação formado pelo PSD e pelo CDS-PP se ter transformado numa coligação eleitoral: Portugal à Frente (PAF). Olhando para o comportamento dos dois grupos parlamentares de direita na Assembleia da República nestes quatros anos, não parece que esta previsão se tenha concretizado.

Como é que se desenvolveu a relação entre o PSD e o CDS-PP dentro do Parlamento, entre 2015 e 2019? Para perceber isto utilizámos os dados do Observatório Português de Dinâmicas Parlamentares (www.popad.org), plataforma que agrega diferentes dados sobre a atividade da Assembleia da República. Olhando para o comportamento de voto dos partidos de direita em relação às propostas de lei do governo (gráfico 1) nesta legislatura, os dois grupos parlamentares votaram da mesma forma em cerca de 70% das votações, o que está em linha com as outras legislaturas em que ambos fizeram parte da oposição.

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