Premium Dino d'Santiago: "Estou a viver como se fosse um tempo de regeneração"

O músico e cantor algarvio explica em entrevista o que o levou a lançar de surpresa um novo disco neste mês e conta como está a viver, pessoal e artisticamente, o período de isolamento social decretado pelo governo.

Com a indústria musical praticamente suspensa e à espera de melhores dias, o lançamento surpresa de Kriola, o novo disco de Dino d'Santiago, foi um dos acontecimentos musicais desta primavera. Tal como acontecia no aclamado Mundu Nôbu, também este álbum remete para a tradição musical cabo-verdiana, estabelecendo uma ligação de continuidade mas também de evolução, com o anterior trabalho.

Apesar de não o poder mostrar ao vivo, como seria o normal num mundo pré-pandemia, o músico e cantor algarvio, de origem cabo-verdiana, sentiu ser este "o momento exato" para o fazer, pela "mensagem de mistura e de crioulidade, numa altura em que o mundo se está a fechar". Por agora não vai haver festa, pelo menos daquelas a que estamos habituados, com multidões a dançar ao som de Dino d'Santiago, mas a banda sonora deste tempo estranho, tão a preto e branco, ganhou muito mais cor com Kriola e é isso que também merece ser celebrado.

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