Premium Seven. Há 25 anos que sabemos o que está dentro da caixa 

Foi o marco inicial da carreira de David Fincher e continua a fazer parte do imaginário popular. Depois de Seven - 7 Pecados Mortais, nunca mais se olhou da mesma maneira para uma caixa de papelão num descampado.

"Faço o filme com uma condição: a cabeça fica na caixa. Escreva-o no contrato." Estas palavras de bastidores são de Brad Pitt e referem-se ao principal elemento de um dos finais mais perturbadores e icónicos do cinema americano. O final de Seven - 7 Pecados Mortais e a famosa caixa de papelão com a cabeça de Gwyneth Paltrow dentro, que permanece como um mito semelhante ao da cena do chuveiro de Psico, de Hitchcock: há quem jure a pés juntos que se vê, de facto, a cabeça da atriz, tal como em 1960 se "viu" Janet Leigh a ser esfaqueada no duche... Para que conste, ambas as imagens não existem. O erro de memória passa apenas por uma sugestão violenta, uma voltagem instantânea que mexe com a perceção dos espectadores, levados a ver mais do que lhes é oferecido ao olhar.

Chocando pela primeira vez uma audiência a 15 de setembro de 1995, no Alice Tully Hall em Nova Iorque, Seven colocou David Fincher inesperadamente no mapa de Hollywood, depois de Andrew Kevin Walker ter andado com o seu argumento original a bater a todas as capelinhas. Realizadores como David Cronenberg e Guillermo del Toro recusaram a empreitada, desagradados com a excessiva carga sombria da história. A saber, um macabro conto contemporâneo em que dois detetives seguem as pistas de um serial killer movido pelos sete pecados mortais.

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