Premium Na estepe cazaque onde os soviéticos explodiram 456 bombas nucleares

Baixou muito a radioatividade depois de 30 anos sem explosões, mas há suspeitas de que efeitos dos testes nucleares continuam a atingir a população em redor.

O cogumelo atómico "muito bonito" resiste na memória de alguns habitantes de Semei, sobretudo contado pelos pais e avós que viviam sem saber de nada nas aldeias próximas do polígono de Semipalatinsk, onde a União Soviética testou 456 bombas nucleares. Mas a cratera criada pela primeira explosão, a 29 de agosto de 1949, continua aqui, mal disfarçada pela vegetação da estepe cazaque. Assim como continuam os altos níveis de radioatividade, com o contador a apitar com insistência, apesar das garantias de Amir Kayirzhanov que são normais.

O técnico do Centro Nuclear Nacional do Cazaquistão (NNC), vestido com um fato especial branco e com máscara para respirar, obrigatório também para os jornalistas, lá acaba por explicar que "normais" quer dizer 15 vezes mais do que seria admissível numa cidade. A mais próxima é Kurchatov, onde vivem os cientistas ainda hoje ligados à vontade de investigação nuclear, agora para fins pacíficos.

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