Premium José Manuel Jara: "A eutanásia é uma forma extremada de ver o fim da vida"

É psiquiatra e foi o relator dos pareceres da Ordem dos Médicos aos projetos de lei sobre a morte medicamente assistida. É contra a eutanásia, por ser "uma opção radical" e "não constituir um avanço civilizacional" para a sociedade. Em entrevista ao DN explica o seu pensamento sobre a matéria.

Tem 70 anos e há quase 50 que exerce medicina. É psiquiatra. Foi a área que sempre quis. E assim que se formou e terminou o serviço médico à periferia entrou na especialidade, no Hospital Júlio de Matos. Esta foi sempre a sua "casa". Foi ali que fez carreira hospitalar, que chefiou serviços e o internato médico. Reformou-se do Serviço Nacional de Saúde aos 60 anos, como diretor de serviço.

Como médico sempre se bateu pela prevenção do suicídio e pelo bem-estar dos doentes psiquiátricos. Lutou pela comparticipação de medicamentos para estes doentes. Ajudou a fundar a Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares, hoje com 30 anos, e a Associação de Educação e de Apoio na Esquizofrenia, que já não funciona. Passou pela política, foi deputado pelo PCP, partido onde ainda milita, entre 1976 e 1979. Participou na discussão sobre a Lei do Serviço Nacional de Saúde, mas nunca deixou a medicina.

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