Premium Exceção ao celibato na Amazónia. "O silêncio do Papa não significa que tenha vetado definitivamente"

A porta ainda não está completamente fechada à possibilidade de padres casados na Amazónia. Esta é a leitura que o padre Adelson Araújo dos Santos, nascido em Manaus, Amazónia, faz da exortação apostólica do Papa Francisco. Considera que o Sumo Pontífice poderá até querer levar este assunto a "outra esfera de decisão".

O padre Adelson Araújo dos Santos esteve na preparação e participou no Sínodo sobre a Amazónia, em outubro passado, de onde saiu a recomendação para a possibilidade de se abrir uma exceção ao celibato obrigatório dos padres. Uma proposta que, caso fosse aceite, iria permitir a ordenação sacerdotal de homens casados como forma de combater a falta de padres nesta região.

O mundo esperava pela posição do Papa Francisco. O padre brasileiro Adelson Araújo dos Santos foi um dos apresentadores da esperada exortação apostólica pós-sinodal do Sumo Pontífice, "Querida Amazónia", divulgada nesta quarta-feira. Mas fora do documento ficou a recomendação feita pelos bispos que participaram no Sínodo da Amazónia e que tanta polémica suscitou, com a ala mais conservadora da Igreja Católica a considerar que poderia ser aberto um precedente que rompia com séculos de tradição.

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