Premium Alex Morgan, a ativista que marca golos e escreve livros para crianças

Tem 29 anos e marcou cinco golos num só jogo, no triunfo dos EUA sobre a Tailândia, por 13-0, no Mundial que se realiza em França. É casada com um jogador do Orlando City, licenciada em Economia Política, é contra as políticas de emigração de Trump e luta afincadamente pela igualdade salarial entre jogadores homens e mulheres.

Alexandra Patricia Morgan Carrasco, conhecida no futebol por Alex Morgan, é uma das melhores (e também mais bonitas) jogadoras do futebol mundial. Joga nos Estados Unidos e na passada terça-feira brilhou no Mundial 2019, que se joga em França, ao marcar cinco golos à Tailândia. No final consolou as tailandesas em lágrimas, após uma derrota por 13-0, a maior da história da competição, que vai na oitava edição.

Morgan, que até usa a camisola número 13, marcou por cinco vezes e, com isso, igualou a compatriota Michelle Akers, a única outra jogadora a ter marcado cinco vezes num só jogo (na vitória por 7-0 sobre Taiwan em 1991). Na época, Morgan tinha apenas 2 anos. Hoje tem 29 e é uma das jogadoras mais importantes da história da seleção dos EUA.

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Com a idade, tendemos a olhar para o passado em jeito de balanço; mas, curiosamente, arrependemo-nos sobretudo do que não fizemos nem vamos já a tempo de fazer. Cá em casa, tentamos, mesmo assim, combater o vazio mostrando um ao outro o que foi a nossa vida antes de estarmos juntos e revisitando os lugares que nos marcaram. Já fomos, por exemplo, a Macieira de Cambra em busca de uma rapariga com quem o Manel dançara um Verão inteiro (e encontrámo-la, mas era tudo menos uma rapariga); e, mais recentemente, por causa de um casamento no Gerês, fizemos um desvio para eu ir ver o hotel das termas onde ele passava férias com os avós quando era adolescente. Ainda hoje o Manel me fala com saudade daqueles julhos pachorrentos, entre passeios ao rio Homem e jogos de cartas numa varanda larga onde as senhoras inventavam napperons e mexericos, enquanto os maridos, de barrigas fartas de tripas e francesinhas no ano inteiro, tratavam dos intestinos com as águas milagrosas de Caldelas. Nas redondezas, havia, ao que parece, uma imensidão de campos; e, por causa das vacas que ali pastavam, os hóspedes não conseguiam dar descanso aos mata-moscas, ameaçados pelas ferradelas das danadas que, não bastando zumbirem irritantemente, ainda tinham o hábito de pousar onde se sabe.