Premium Olho por olho. Manifestantes não desarmam e são ameaça à economia de Hong Kong

Turismo e retalho já sofrem com os protestos na região administrativa especial, numa altura em que o aeroporto é usado como palco das manifestações.

"Todos os voos foram cancelados. É favor sair do aeroporto o mais rápido possível", foi a mensagem ouvida na segunda-feira no aeroporto de Hong Kong na sequência de cinco mil manifestantes terem utilizado aquele local, pelo quarto dia consecutivo, para se fazerem ouvir. Desta vez, os protestos pró-democracia incluíram como acessório palas ou pensos num olho em homenagem a uma médica que no dia anterior foi atingida no olho. "Olho por olho" foi a nova mensagem espalhada em inglês e mandarim nas paredes e barreiras do edifício, o oitavo aeroporto com mais passageiros no mundo.

Uma das últimas pessoas a chegar por via aérea a Hong Kong, Rhiannon Coulton, mostrou-se solidária com o protesto. "Penso que têm todo o direito a fazê-lo. Não sei se vão alcançar alguma coisa", disse a viajante australiana à AFP. Mas nem todos demonstram a mesma paciência e serenidade perante os protestos iniciados em junho devido à proposta de lei, entretanto suspensa, que permitiria a extradição de suspeitos de crimes daquela região administrativa especial para a China.

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