Premium O senhor comendador

Não faço ideia de como o Berardo e outros vivem com a sua consciência. Quando perderam a vergonha? Como é que conseguem andar na rua e olhar de frente para as pessoas? Em que pensam quando saem dos seus carros e entram nas Quintas das Bacalhôas ou nos Jardins da Paz?

Joe Berardo é comendador. O Estado, através da Presidência da República, distinguiu-o por serviços relevantes que prestou ao país. Ele é verdadeira e reconhecidamente um primus inter pares. É, sem dúvida, uma homenagem apropriada. Talvez a questão dos serviços relevantes à comunidade seja discutível, mas que pessoas como ele têm a admiração dos portugueses, que a falta de honra que mostram nos diverte, que até invejamos o descaramento que exibem, não há dúvida nenhuma.

Gostamos mesmo da pose Berardo. Da arrogância bacoca, da soberba parola, da javardice oratória.

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Opinião

Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.