Premium Quem é Mohamed Ali, o gatilho dos protestos contra al-Sisi, no Egito?

Filho de um antigo campeão de halterofilismo egípcio, Mohamed Ali, 45 anos, é ex-proprietário de uma empresa de construção civil que trabalhou 15 anos para o Exército. Por alegadas dívidas, vendeu tudo o que tinha, autoexilou-se em Espanha e começou a fazer denúncias contra o presidente do Egito e os seus aliados em vídeos publicados nas redes sociais.

No dia 1 de outubro, o regime do Egito anunciou a reintegração de 1,8 milhões de pessoas nos programas de subsídios alimentares, os quais permitem acesso, por exemplo, a arroz a preços mais baratos, a massas e a outros produtos. Algumas pessoas têm estado a perder os subsídios desde fevereiro por se ter considerado que tinham um nível de vida elevado para ter aquele benefício social. Uns foram retirados dos programas por terem um carro novo, relatou a Reuters, outros por estarem a pagar propinas para os filhos frequentarem escolas, outros por terem faturas de bens caros.

O Estado egípcio fornece subsídios alimentares a mais de 60 milhões de pessoas numa população de cerca de cem milhões, sendo as alterações nesta área uma matéria muito sensível por causa dos confrontos mortíferos de 1977 após o corte nos subsídios do pão. O governo está agora a introduzir alterações, que não afetam os subsídios ao pão, no sentido de satisfazer credores como o FMI. O Egito e esta instituição tinham acordado um programa financeiro em 2016, que acaba em novembro, estando novas ajudas condicionadas a cortes nos subsídios alimentares.

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Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.