Premium Quem é Mohamed Ali, o gatilho dos protestos contra al-Sisi, no Egito?

Filho de um antigo campeão de halterofilismo egípcio, Mohamed Ali, 45 anos, é ex-proprietário de uma empresa de construção civil que trabalhou 15 anos para o Exército. Por alegadas dívidas, vendeu tudo o que tinha, autoexilou-se em Espanha e começou a fazer denúncias contra o presidente do Egito e os seus aliados em vídeos publicados nas redes sociais.

No dia 1 de outubro, o regime do Egito anunciou a reintegração de 1,8 milhões de pessoas nos programas de subsídios alimentares, os quais permitem acesso, por exemplo, a arroz a preços mais baratos, a massas e a outros produtos. Algumas pessoas têm estado a perder os subsídios desde fevereiro por se ter considerado que tinham um nível de vida elevado para ter aquele benefício social. Uns foram retirados dos programas por terem um carro novo, relatou a Reuters, outros por estarem a pagar propinas para os filhos frequentarem escolas, outros por terem faturas de bens caros.

O Estado egípcio fornece subsídios alimentares a mais de 60 milhões de pessoas numa população de cerca de cem milhões, sendo as alterações nesta área uma matéria muito sensível por causa dos confrontos mortíferos de 1977 após o corte nos subsídios do pão. O governo está agora a introduzir alterações, que não afetam os subsídios ao pão, no sentido de satisfazer credores como o FMI. O Egito e esta instituição tinham acordado um programa financeiro em 2016, que acaba em novembro, estando novas ajudas condicionadas a cortes nos subsídios alimentares.

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