Premium OMS é insubstituível, mesmo com saída dos EUA. Ficará é mais prisioneira da China

Donald Trump oficializou nesta semana que os EUA iriam sair da Organização Mundial da Saúde. Três ex-dirigentes da saúde em Portugal, que ocuparam cargos na OMS, Maria de Belém Roseira, Constantino Sakellarides e Francisco George, e o ex-embaixador de Portugal na ONU, António Monteiro, falam sobre as consequências de mais uma decisão de "um menino (presidente) mimado" que visa os mais pobres. A única esperança é o eleitorado americano e a diplomacia.

"Make America great again." Este tem sido o slogan a que o presidente Donald Trump habituou o mundo desde 2016. A mensagem é clara e a geoestratégia seguida desde então também: uma América nacionalista e com total repúdio por qualquer sistema multilateralista, como o das Nações Unidas. Daí os ataques constantes a esta organização, à NATO, à Organização Mundial do Comércio e agora à Organização Mundial da Saúde (OMS), em plena pandemia de covid-19 e quando os EUA lideram o número de casos de infeção e de mortes no mundo. Até esta sexta-feira 10 de julho, o país de Trump contava com mais de 3,2 milhões de infetados e quase 136 mil mortes.

Um cenário devastador, que não vai ficar por aqui. Até porque, e como alertou nesta semana o diretor-geral da OMS, "a pandemia está a acelerar", e o sistema de saúde norte-americano, assente em seguros, não tem ajudado no combate à doença. "Não tem uma cobertura universal de cuidados de saúde. É um sistema que deixa de fora os mais pobres, que está habituado a descartá-los, e esta é a franja da população mais afetada com a doença. E, por isso, os EUA estão a responder mal à covid-19", explica Maria de Belém Roseira, ex-ministra da Saúde e vice-presidente e presidente das assembleias mundiais da Saúde da OMS em 1997-1998 e 1999-2000.

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