Ana Barbosa e Patrícia Félix.
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democracia

Jovens portugueses preocupados com o clima, violência de género e refugiados

Inquérito da Universidade Portucalense a 380 universitários entre os 18 e os 25 anos revela que a nova geração sente "uma grande distância física" e falta de atenção dos políticos.

Num inquérito da Universidade Portucalense (UPT), que é uma fase preliminar de um estudo mais profundo sobre o funcionamento da democracia e a confiança dos jovens nos órgãos de soberania, em Portugal e na União Europeia, os temas que surgem no topo das preocupações de universitários com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos são as alterações climáticas e a estabilidade económica. Mas o que sobressai de conversas com duas das inquiridas é a falta de atenção e uma grande distância física sentidas em relação aos políticos. Senhoras e senhores, está aí à porta a XIV Legislatura da República: ouçam as mulheres e os homens que são já o presente e o futuro da cidadania - e do universo eleitoral.

"Não é comum querer votar. Há muitos colegas meus que têm hipótese de votar e não vão e isso enfurece-me, porque eu desde os 15 anos que sonho em poder votar, mas só completo 18 anos em novembro. E eles não vão", conta ao DN Ana Barbosa, estudante do 1.º ano de Direito da Universidade Portucalense. "Quando começo a falar de política, parece que estou a falar de um ovni. Temos de admitir que não há interesse [dos jovens]. Mas vem da base familiar, e, por muito que no início não gostasse, acabei por perceber a importância de estar atenta, tal como os meus pais me educaram", acrescenta Ana, cujas respostas estão entre as 380 do inquérito efetuado para aferir a perceção sobre a democracia e os órgãos de soberania nacionais e europeus.

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