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Israel

O nosso homem na Palestina

Numa altura em que é praticamente certo um novo governo de Benjamin Netanyahu em Israel, os árabes da Cisjordânia prometem responder na rua. Carlos Pereira, tenente-coronel da GNR, está na Palestina a preparar o corpo de intervenção da polícia local para um novo tempo de revolta.

Quando no último fim de semana Benjamin Netanyahu anunciou a vontade de anexar território na Cisjordânia, isso nem sequer foi um escândalo em Ramallah. Eram os últimos dias de campanha eleitoral, os discursos acirravam-se e a promessa não só servia para cativar o eleitorado mais radical da direita, em ascensão em Israel, como confirmava perante os palestinianos algo que toda a gente já sabia: negociar uma solução pacífica estará, por agora, fora de questão.

Carlos Pereira tinha chegado uma semana antes, mas percebeu imediatamente como era difícil a tarefa que o aguardava. Tem 47 anos, cresceu em Coimbra, é tenente-coronel da GNR. Veio como mentor: vai treinar as forças especiais da polícia palestiniana para agirem corretamente quando a missão a desempenhar for o controlo das massas. Está, para todos os efeitos, sentado num barril de pólvora.

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