Itália está de quarentena até 3 de abril. Todo o país passa a ser uma "área protegida", diz governo

Nas últimas 24 horas, Itália registou mais 97 mortes, elevando o total para 463. Governo decidiu estender quarentena a todo o país.

"Não há mais tempo, são necessárias medidas duras", diz o primeiro-ministro Giuseppe Conte, que decidiu estender a contenção do novo coronavírus a todo o país, depois de no domingo ter colocado em quarentena 14 províncias. As restrições são agora para todas as regiões de Itália, que fica de quarentena até 3 de abril.

"Toda a Itália será uma área protegida", afirmou o chefe do governo italiano na noite desta segunda-feira, ao anunciar a medida drástica para conter o novo coronavírus.

São 60 milhões de italianos que vão ficar de quarentena. "Não há mais área vermelha, verde ou amarela. Haverá Itália. Todos os movimentos são proibidos, exceto por necessidades comprovadas, em toda a Itália", disse Conte, citado pelo jornal La Repubblica .

O decreto aprovado pelo executivo italiano também prolonga o encerramento das escolas em todo o país até 3 de abril.

Decisões radicais para conter o surto do novo coronavírus, depois de nas últimas 24 horas Itália ter registado mais 97 mortes por covid-19, elevando o total para 463.

A quarentena em todo o território italiano prevê a proibição de concentrações, deslocações de pessoas dentro do país, a não ser que haja "necessidade comprovada", quer seja por razões de trabalho ou de saúde. Ou seja, os cidadãos terão de comprovar a imprescindibilidade do seu trabalho para continuarem a exercer a atividade, o estado de saúde e outras razões que justifiquem a necessidade de viajar para fora da área de residência.

"O futuro de Itália está nas nossas mãos"

Para Conte, este "é o momento de responsabilidade" de todos os italianos. "Não podemos baixar a guarda", diz o primeiro-ministro sobre a medida que o seu governo aprovou contra a propagação do novo coronavírus no país. "Não foi uma decisão fácil."

"Sabemos que estamos a pedir às famílias e aos pais com filhos um esforço não insignificante", sublinhou. "Mas o futuro de Itália está nas nossas mãos e todos devem fazer a sua parte", referiu Conte, citado pelo La Stampa.

O chefe do executivo italiano explicou que as restrições que se estendem agora a todo o país devem ser respeitadas por "todos os cidadãos, de norte a sul, para combater o avanço do novo coronavírus".

"Estamos bem conscientes de como é difícil mudar todos os nossos hábitos", reconheceu Conte. "Mas não temos mais tempo (...). Todos devemos desistir de algo para o bem de Itália e devemos fazê-lo imediatamente."

Segundo Giuseppe Conte, a medida visa proteger os membros mais frágeis da comunidade, como é o caso da população idosa. Uma medida de contenção que o primeiro-ministro resumiu com a frase: "Eu fico em casa."

As autoridades italianas já tinham antes anunciado a proibição de concentrações públicas e a suspensão de todas as atividades desportivas.

"Não existem razões para que prossigam os jogos e os eventos desportivos, e penso, nomeadamente, no campeonato de futebol. Lamento, mas todos os adeptos devem acatar a decisão", disse o primeiro-ministro italiano.

Com agências

Atualizado às 22.00

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