Exclusivo Um manicómio para afastar dos espíritos as trevas doentias

A 2 de abril de 1942 era inaugurado, em Lisboa, o Hospital Júlio de Matos. Um "manicómio"; um lugar para "assistência a alienados"; um "pavilhão para loucos". Um sítio "esplêndido" e "simpático".

A menos de um mês do grande dia, o Diário de Notícias dava conta de que ia finalmente ser inaugurado o "Hospital Júlio de Matos para alienados". Descrevia o local como um "esplêndido conjunto de edifícios na Avenida Alferes Malheiro" - hoje Avenida do Brasil -, de "magnífica aparência", que apenas aguardava o recheio dos "34 pavilhões para assistência a alienados" para abrir os serviços.

Estávamos a 11 de março e a promessa cumpriu-se a 2 de abril. Na primeira página, o DN escrevia em letras bem grandes: "Novo Manicómio de Lisboa recebe hoje os primeiros doentes". O texto que acompanhava o título começava por descrever as condições em que se encontravam os doentes psiquiátricos no velho Hospital Miguel Bombarda, na altura também conhecido por Rilhafoles.

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