Premium "Cantar para um telemóvel como se está a fazer agora é constrangedor"

Vitorino tem um disco novo, mas não foram essas canções - em que é apenas acompanhado por dois pianos - que o fizeram ir para rua cantar um dia destes. A proibição de sair à rua durante a pandemia exigiu essa atitude.

O cantor Vitorino disse há alguns tempos que "teoricamente estava na reforma", no entanto o seu mais recente trabalho - Vem devagarinho para a minha beira - mostra que essa ainda é uma situação distante. E já tem outro disco na calha: "Não sei quando vai sair, mas terá como título Não sei do que se trata, mas não concordo. São discos diferentes, mesmo que classifique ambos de "neo-românticos", e a diferença estará na alma de cada um deles: "Este, sou eu e dois pianos e resulta de um espetáculo no Teatro da Trindade. O próximo, é mais estruturado a nível do apoio musical.".

Quanto à reforma, só diz: "Enquanto conseguir cantar, vou ver se não deixo que me reformem." Curiosamente, este novo disco parece ter sido gravado em tempos de covid-19, tal é a sensação de solidão no que se ouve ao longo das 14 faixas. Vitorino concorda: "Há quem me tenha dito isso, até que gravei este disco para tempos assim. Mas não é verdade, está gravado há um ano e meio. Tem a vantagem de ter sido feito com os três a olhar uns para os outros e por isso resulta tão bem. Sente-se uma grande unidade."

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