Premium Crise dos professores. PSD ansioso por uma sondagem

A crise dos professores atingiu os partidos à direita? No PSD anseia-se por uma sondagem pós-turbulência para perceber os efeitos da gestão política deste processo, que foi lido como um recuo do partido perante a ameaça de demissão do governo. Recuo que Rui Rio rejeitou.

O partido tinha entrado numa espécie de euforia com os resultados da última sondagem que davam o PSD mais próximo do PS nas intenções de voto para as eleições europeias. E agora está preocupado com os efeitos da última semana. Várias fontes sociais-democratas ouvidas pelo DN davam por isso nota de alguma ansiedade para perceber se a crise dos professores provocou mesmo um abanão à direita ou se o governo também é atingido.

Os sociais-democratas reconhecem que existiu má gestão política em relação à posição do PSD sobre a reposição do tempo de serviço dos professores, sobretudo na sexta-feira quando foi aprovado na comissão parlamentar de Educação e Ciência essa reposição, com o chumbo das condições impostas pelo partido para as viabilizar. "Deveria ter sido logo dito que o PSD iria avocar (chamar a plenário) as propostas chumbadas e só se elas fossem aprovadas é que daria o voto positivo ao princípio da recuperação total do tempo de serviço dos professores", afirma ao DN uma fonte da bancada parlamentar.

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