Premium Mudar mentalidades para salvar o planeta

O desafio não é simples, como nunca o são os que obrigam a quebrar hábitos. Mas o "extrair, usar, descartar" tem de se transformar em "regenerar" recursos. Preservar a água e conseguir uma energia mais limpa ​​​​​​​e eficiente são passos essenciais.

Em 300 anos de economia linear que trouxeram bem-estar, na lógica de "extrair, transformar, usar, descartar", assumo que não sou agnóstico ao crescimento económico, mas num planeta com dez mil milhões de habitantes no ano de 2050, temos necessariamente de crescer mas regenerando recursos e sendo hipocarbónicos."

A frase usada pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, para encerrar uma conferência há dois dias diz muito dos grandes desafios que temos pela frente e do compromisso que Portugal assume junto dos seus parceiros europeus, numa época em que os efeitos das alterações climáticas - bem visíveis nas secas, inundações, tempestades e fogos que recentemente começámos a ter de enfrentar com alguma (preocupante) regularidade - são enfim encarados com seriedade. É preciso agir, é preciso que a ação seja rápida e eficaz, é preciso mudar, sob pena de deixarmos de ter o que sempre demos por garantido. E é preciso dar esses passos que nos permitam preservar e proteger o ambiente sem prejudicar o crescimento económico e o bem-estar que nos habituámos a ter. A equação é tão complexa quanto exigente, e tem apenas um caminho possível: "Mudar atitudes, hábitos, mentalidades", conforme resume João Matos Fernandes.

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