Premium Canábis medicinal. Licença para plantar mas não para vender

Um ano depois de aprovada pelo governo, a legalização da canábis para fins medicinais "não saiu do papel" - denuncia a presidente do Observatório Português. Há apenas dois medicamentos à venda nas farmácias. Mas é aqui que a multinacional Tilray está a produzir para toda a Europa.

Quando em junho de 2018 a Assembleia da República aprovou a lei que regulamenta a utilização de canábis medicinal, Carla Dias já começara a testar na filha um suplemento que garante ter-lhe mudado a vida. A pequena Isa tem agora 3 anos, mas desde os 10 meses que vive com lesões cerebrais e epilepsia provocadas por uma síndrome rara. Carla não imaginava então que, menos de um ano depois, seria ela a presidente do Observatório Português de Canábis Medicinal.

Nessa altura começava a notar as diferenças na filha, que passou de um quadro de quatro ou cinco crises diárias para períodos de 15 dias "sem uma única crise". Tinha encontrado alternativas à medicação que a filha tomava, e que já não estava a dar resposta a uma encefalopatia. Meses antes, assistira na TV a um programa em que ouviu falar pela primeira vez dos canabinoides e dos benefícios comprovados em várias patologias. Nessa altura ainda os suplementos alimentares à base de canabidiol eram livremente vendidos em ervanárias e outras lojas.

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