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"O que mudou o nosso hip hop foi começar a cantar em português"

25 anos comemorados em espetáculo, como não podia deixar de ser com o hip hop. São mais de 30 artistas hoje no palco da Altice Arena. Entre eles estão Boss AC e Carlão, dois senadores que o DN juntou numa entrevista conjunta.

Cumpre-se um quarto de século que o hip hop português saiu finalmente da toca, sob a forma de dois discos que, a longo prazo, contribuíram para mudar a própria história da música portuguesa. Um chamava-se Rapública e, como o nome indica, era uma coletânea de rap cantado em português, coisa até então nunca vista por cá, pelo menos em disco. De um dia para o outro, à boleia de um tema chamado Nadar, o hip hop era elevado à condição de êxito radiofónico e nada mais seria igual. O outro era um EP de apenas seis faixas, com um título em inglês pouco dado a traduções, More Than 30 Motherf***s, que foi o primeiro registo de uma das banda de maior sucesso em Portugal, os Da Weasel, em cuja música se misturavam elementos do punk, do rock, do metal e, claro, do hip hop.

Nesse cada vez mais distante ano de 1994, Boss AC era apenas mais um, entre os muitos artistas presentes em Rapública e Carlão ainda nem sequer o era, pois começava então a tornar-se conhecido como Pacman. Hoje, são dois dos maiores senadores do hip hop em Portugal e também eles vão estar presentes nesta noite na Altice Arena, em Lisboa, para participarem, juntamente com nomes como Black Company, Capicua, Dealema, General D, Sam the Kid, Xeg. Bomberjack ou Cruzfader, no espetáculo A História do Hip Hop Tuga, que ambos agora recordam, na primeira pessoa, nesta entrevista.

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