Premium Ajax traça a fronteira entre a esperança e o descalabro para o Benfica

O jogo desta quarta-feira na Luz é o tudo ou nada para os encarnados, que se não vencerem voltam a falhar numa fase de grupos da Champions que, dizem os números, tem sido madrasta. O futuro de Rui Vitória também poderá estar em jogo com os holandeses.

O Benfica joga nesta quarta-feira o tudo ou nada na Liga dos Campeões, naquela que é a pior fase da temporada, em que soma três derrotas consecutivas. Uma nova derrota frente ao Ajax no Estádio da Luz afasta irremediavelmente a equipa de Rui Vitória do apuramento para os oitavos-de-final e agrava ainda mais uma crise com consequências imprevisíveis. O empate coloca a equipa na rota da Liga Europa e só o triunfo permite manter o sonho da continuidade na prova milionária.

Em termos financeiros o desastre não é absoluto, pois já encaixou nesta época 45,65 milhões de euros, relativos ao prémio de presença na fase de grupos e à vitória frente ao AEK Atenas (2,7 milhões de euros), mas é certo que uma derrota significa deixar de ganhar 9,5 milhões de euros atribuídos às equipas que seguem para os oitavos, restando depois lutar com os gregos por um lugar na Liga Europa, cujos prémios são bastantes mais baixos do que na prova principal da UEFA.

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Em Portugal, há recorrentemente espaço televisivo para políticos no activo comentarem notícias generalistas, uma especificidade no mundo desenvolvido. Trata-se de uma original mistura entre comentário político e espaço noticioso. Foquemos o caso mais saliente dos dias que correm para tentar perceber a razão dessa peculiaridade nacional. A conclusão é que ela não decorre da ignorância das audiências, da falta de especialistas sobre os temas comentados, ou da inexistência de jornalistas capazes. A principal razão é que este tipo de comentário serve acima de tudo uma forma de fazer política.