Premium Ferreira do Alentejo procura casas fechadas para instalar famílias luso-venezuelanas

Autarquia e empresas da região procuram fixar lusodescendentes para aumentar população e responder à falta de mão-de-obra no setor agrícola.

Técnicos da Câmara de Ferreira do Alentejo estão a percorrer todas as ruas do concelho para procederem ao levantamento de casas abandonadas e desocupadas. A autarquia quer colocar os imóveis no mercado de arrendamento ou venda para, assim, convencer famílias portuguesas regressadas da Venezuela a instalarem-se no concelho, com a possibilidade de serem recrutadas para trabalharem nas empresas da região.

Serão centenas - de acordo com estimativa do presidente, Luís Pita Ameixa - as casas envolvidas neste projeto, que começou a ganhar forma com a chegada dos primeiros 40 luso-venezuelanos à Herdade do Vale da Rosa. Trabalhadores que o proprietário da "casa", António Silvestre Ferreira, foi buscar à Madeira. Mas é preciso mais mão-de-obra num concelho que perdeu metade da população nos últimos 50 anos. Tem hoje pouco mais de oito mil habitantes.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.