Costa cumprimenta João Oliveira sob o olhar de Jerónimo e de Catarina, quando a geringonça ainda tinha
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Geringonça

As negociações difíceis que ainda esperam a esquerda

A Lei de Bases da Saúde, leis laborais e habitação ainda são alguns dos dossiês em aberto à esquerda no Parlamento. Agora é que vem a crise a sério, ironiza o deputado do BE Luís Monteiro. O PS pode procurar entendimentos com o PSD se a legislatura não for entretanto interrompida.

Quem ouvisse o tom ríspido entre António Costa e Catarina Martins no último debate quinzenal, na passada quinta-feira no Parlamento, estava longe de imaginar que seria por causa dos professores que uma crise política se precipitaria. A contagem integral do tempo dos professores nem foi tema de debate nesse plenário.

Horas depois do debate, foi uma traquitana diferente aquela que fez o primeiro-ministro socialista esticar a corda e ameaçar com uma demissão se a lei passar no Parlamento. Entretanto, PSD e CDS recuaram e fazem agora depender a reposição integral do tempo dos docentes de duas condições difíceis de aceitar pela esquerda do PS: a sustentabilidade financeira e o crescimento económico. E nem o desafio de Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, para bloquistas e comunistas se absterem convenceu estes dois partidos. O BE já recusou, o PCP também.

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