Aconteceu em 1965 - O mérito feminino condecorado - e já então os fogos

Num dia em que se destacava o combate de 300 bombeiros e 200 marinheiros a um "espetacular incêndio numa fábrica de cortiça na Cova da Piedade", a condecoração de duas mulheres merecia também chamada de capa.

"Mérito feminino pela pátria." Assim se fazia menção ao título que dava conta da condecoração pelo ministro do Exército de "duas senhoras que desenvolveram ação notável em Timor como delegadas do Movimento Nacional Feminino".

A referida "ação notável em Timor" de Maria João da Cunha Lima Mendonça e de Maria Luísa Guedes Cabral de Campos de Fontes Pereira de Melo merecera essa distinção, enquanto ambas presidiam respetivamente as comissões provincial em Díli e concelhia de Bobonaro do Movimento Nacional Feminino. A notícia teria continuação umas páginas adiante, relatando as suas funções e a forma como "orientaram e impulsionaram superiormente, com o melhor espírito de iniciativa e clara inteligência, a delegação do Movimento Nacional Feminino em Timor desde o início da sua criação".

Na mesma edição, porém, o que merecia maior destaque na capa do DN era o "violento incêndio" que destruíra já parte das instalações da fábrica de cortiça da Corticeira do Sul de Portugal, na Cova da Piedade, descrevendo-se o horror vivido pela população e pela meia centena de homens que o combatiam. O "gigantesco sinistro" podia porém ter feito mais estragos, contava então este jornal, justificando essa crença com uma mudança de vento que pôs a salvo 24 casas.

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