Exclusivo Do século XVI ao mundo digital cabe a história nos 500 anos de Correio em Portugal

Quinhentos anos de vida portuguesa acomodam mudanças de regime, alterações nas infraestruturas e comunicações do país, nos modos de vida e hábitos das populações. Cinco séculos de desafios para o Correio em Portugal, do ato inaugural em 1520 que organizava o transporte de mensagens ao acelerado mundo digital do século XXI. O percurso é traçado por Raul Moreira, diretor de Filatelia dos CTT.

A 6 de novembro de 1520, o monarca D. Manuel I assumia o ato inaugural de uma narrativa contínua que liga este nosso século XXI ao distante século XVI. A carta régia que cria o primeiro correio-mor em Portugal é ato embrionário para os cinco séculos seguintes. A pé, a cavalo, nas naus, na mala-posta, mais tarde à boleia da ferrovia, do automóvel, do avião e dos meios digitais, o Correio em Portugal fez-se epopeia que acompanhou mudanças de regime, viu alterada a sua propriedade e a amplitude das suas atividades.

Com Raul Moreira, diretor de Filatelia dos CTT, trilhamos a memória - parte dela - revisitando algumas das datas icónicas dos correios no nosso país. Entre estas, o ano de 1606 e a primeira privatização da instituição, ou o ano de 1797, com a recompra por parte da Coroa. Périplo que se faz ao encontro da Primeira República, mais tarde do Estado Novo, do 25 de Abril de 1974 e de todos os desafios da mecanização, tecnologia e digital. De permeio, uma revolução em 1978, com a introdução do código postal, como nos recorda Raul Moreira, sublinhando, ainda, no compêndio da história da instituição a segunda privatização dos correios, em 2013.

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