Premium Apoio a Guaidó cria embaraço interno a Bolsonaro

Deputados do Roraima, estado na fronteira com a Venezuela, atacam decisão do presidente de ajudar refugiados. E as duas alas que compõem o governo divergem sobre intervenção numa eventual guerra.

A crise na Venezuela já alastrou ao Brasil em forma de dores de cabeça para Jair Bolsonaro, que apoia o autoproclamado presidente Juan Guaidó. Primeiro, pela divisão que procurou no seu governo: enquanto uma ala não põe de parte uma intervenção militar no país, outra recusa liminarmente qualquer participação. Depois, pelas críticas geradas no Congresso: deputados da base de apoio do presidente da República criticam o auxílio financeiro concedido aos refugiados venezuelanos em detrimento dos pobres brasileiros.

A cada dia da crise, dobra ou triplica a chegada de refugiados ao Roraima, estado brasileiro que faz fronteira com a Venezuela - só no dia 30 de abril foram contabilizados mais de 800 e no dia 1 de maio cerca de 600. Bolsonaro resolveu, portanto, enviar pouco mais do equivalente a 50 milhões de euros para o acolhimento dessas pessoas. Um número considerado excessivo pelos parlamentares roraimenses.

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