Exclusivo John Wayne: uma reputação de orgulho e preconceito 

Quem foi John Wayne para além de um republicano pouco moderado? Apenas um nome que simboliza todo um género cinematográfico e que pode deixar de estar no aeroporto da Califórnia devido a declarações com décadas.

A reputação da maior lenda do western americano voltou à ordem do dia depois da notícia de que os democratas do Condado de Orange, na Califórnia, queriam (e querem) mudar o nome do Aeroporto John Wayne. Periodicamente, ao longo dos anos, alguém se lembra de repente que o ator de O Homem Que Matou Liberty Valance não era flor que se cheirasse fora da grande tela. Desta vez, a reivindicação aproveita a atmosfera criada pelo caso George Floyd e mune-se com uma entrevista de quase meio século: foram ao baú buscar as suas declarações de tom racista e homofóbico recolhidas pela Playboy em 1971; este é Wayne, o republicano.

E o John Wayne ator? Talvez valha a pena lembrar que há uma obra admirável por detrás deste homem cujo nome se confunde com um género cinematográfico (americano, por excelência): o western. Foi ele o modelo de uma certa masculinidade de honra, com uma pose e voz inconfundíveis, entre o passo lento e as frases curtas - ainda há poucos dias passava na Fox Movies Léon, o Profissional (1994), de Luc Besson, em que a dada altura se vê Jean Reno a tentar imitá-lo perante uma jovem Natalie Portman incapaz de adivinhar o jeito da figura pelas pistas de um lenço ao pescoço e o modo de se encostar à ombreira da porta.

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