Premium Sahra, o rosto do novo movimento de esquerda anti-imigração alemão

O objetivo do Aufstehen (De Pé) é combater a extrema-direita e reunir os eleitores desiludidos do SPD, dos Verdes e até do Die Linke, onde milita a líder Sahra Wagenknecht. Anunciado há cerca de um mês, já conta com cem mil simpatizantes.

Três anos depois de a chanceler alemã ter aberto as portas aos refugiados e numa altura em que os temas migratórios estão de novo em debate por causa dos protestos contra e a favor em Chemnitz, surge um novo movimento de esquerda que defende um limite à "imigração económica" na esperança de recuperar os votos perdidos para a extrema-direita nas eleições de 2017.

O Aufstehen (De Pé ou Levantar), liderado pela deputada Sahra Wagenknecht, quer reunir os eleitores de esquerda desiludidos com os sociais-democratas do SPD, parceiros de governo de Angela Merkel, mas também dos Verdes e do Die Linke (A Esquerda). O objetivo é combater a extrema-direita populista da Alternativa para a Alemanha (AfD), que se tornou o terceiro partido no Bundestag (12,6% dos votos e 94 deputados). A esquerda alemã, dividida, conquistou menos de 40% dos votos em 2017.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.